Aprenda a aplicar o design thinking nas apresentações da sua empresa

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Aprenda a aplicar o design thinking nas apresentações da sua empresa

Smartalk
Escrito por Smartalk em 3 de fevereiro de 2014
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Controverso, brilhante, sádico e inovador. Steve Jobs foi um sujeito que conseguiu arrumar diversos adjetivos — além de uma legião de fãs — ao longo de sua vida.

Mas se tem uma característica que ele realmente possuía acima da média e que ninguém pode negar era a de criar apresentações arrasadoras para os seus produtos. Capaz de contar histórias como poucos, Jobs encantou milhares de pessoas ao redor do mundo para expressar a paixão por aquilo que tinha em mãos, sua simplicidade de falar e a sua descontração no palco.

Hoje, 4 anos após sua morte, milhões de usuários ainda procuram por suas apresentações em sites, como o Youtube e o Vimeo, a fim de ouvir, novamente, as palavras do sujeito ou aprender com ele a arte de encantar a audiência. O problema é que poucos apresentadores de hoje conseguem intrigar os espectadores como fazia o antigo fundador da Apple.

Segundo uma pesquisa da Universidade de Indiana, 91% dos profissionais que frequentam palestras já admitiram ter ficado sonhando acordado durante uma apresentação enquanto 39% desses confessaram que chegaram até mesmo a dormir em alguns casos. Ou seja: chamar a atenção do público é uma tarefa que parece ficar cada dia mais complicada.

Como resolver esse problema? Se você fizer uma rápida busca pela web, provavelmente encontrará diversos artigos, livros e posts tentando apresentar dicas de como resolver essa questão. No entanto, a maioria desse conteúdo parece ser vago e pouco prático, não abordando corretamente o problema.

Mas e se você procurar por design thinking? Tida como uma das grandes metodologias da atualidade, o design thinking pode trazer uma nova forma de se pensar na produção e na execução de apresentações, podendo transformá-las em algo muito mais atrativo e interessante para quem for ler ou assistir.

Quer saber mais sobre a aplicação dessa metodologia nas apresentações da sua empresa? Descubra o que é esse tal de design thinking no nosso e-book!

2- O Design Thinking

O que é Design Thinking?

Ao contrário do que pode parecer, não é necessário comprar uma camisa xadrez ou dominar programas como o Photoshop ou Illustrator para ter o “pensamento do design” (versão aportuguesada do Design Thinking). Popularizado por Tim Brown, CEO da empresa de consultoria em design IDEO, em seu livro “Design Thinking — Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias”, o Design Thinking é, como diz o título de sua obra, uma metodologia bastante poderosa, que une a sensibilidade dos designers para encontrar as verdadeiras necessidades das pessoas e modelos de prototipação capazes de fazer aquela ideia se tornar economicamente viável.

Em outras palavras: é entender o que o cliente precisa e testar vários produtos ou serviços que possam atender às suas espectativas. A princípio, essa ideia pode parecer muito básica, semelhante a qualquer outra forma de se pensar, mas quando olhamos de perto, vemos o quão diferente e inovadora ela é.

Mas para entender melhor, podemos usar o mesmo exemplo dado por Brown em um artigo da Harvard Business School. Segundo o empresário, quando Thomas Edison inventou as primeiras lâmpadas elétricas, ele enfrentou um dilema: como as pessoas iriam usar aquele produto?

Ao contrário de hoje, naquela época não existiam sistemas de geração e distribuição de energia elétrica pelas cidades. Portanto, para que a sua invenção chegasse até às casas dos norte-americanos, era preciso que alguém criasse isso.

Foi aí que ele mesmo criou esses sistemas, em busca de entregar a solução para um problema que, até então, nem existia, mudando completamente o mercado e tornando tudo aquilo bastante viável. Este exemplo mostra muito bem a base central do Design Thinking: entender todo o espectro de atividades e de inovações capazes de melhorar a relação das pessoas com um determinado produto.

Thomas Edison poderia ter parado ao inventar a lâmpada, mas como ela poderia funcionar para todas as pessoas sem o restante da cadeia tecnológica? Ao enxergar todas as pontas do processo, Edison pegou o desejo das pessoas, gerou a possibilidade técnica do invento e assim viabilizou sua ideia.

Um outro ponto interessante sobre essa metodologia é que ela não faz sentido apenas com o mundo dos negócios. Em nossas vidas pessoais, o Design Thinking também pode ser aplicado diariamente.

Precisa fazer compras semanalmente no supermercado? Então, pense em como anotar de antemão os produtos que estão faltando ou acabando — um daqueles ímãs em forma de listinha do lado da geladeira pode ajudar — e em qual dia o estacionamento e as filas do mercado ficam mais vazias.

Está querendo perder uns quilinhos mas não tem tempo de ir até a academia? Que tal trocar o carro pela bicicleta para ir ao trabalho?

Tudo isso são formas de se ter o pensamento crítico do design no dia a dia. Agora, para aplicar o Design Thinking em algum projeto é necessário passar pelo processo de criação e execução de suas ideias.

Quer ver como isso funciona? Vamos lá!

Qual o processo?

Quem trabalha com a metodologia de Design Thinking não espera acontecer aquele famoso momento “eureca!”, em que uma ideia brilhante surge do nada, dentro da cabeça. Aqui, para que algo se concretize de fato, é necessário muito trabalho e muitos testes. Então, vamos colocar a mão na massa e começar a entender todo o processo que envolve o Design Thinking:

Imersão

Antes de mais nada, é preciso entender aquele problema ou oportunidade. Como as pessoas interagem com um produto ou serviço hoje em dia?

O que elas pensam sobre ele? O que pode ou deveria mudar com a implantação do seu projeto?

Neste momento, é muito importante ter empatia, entender como o outro e não você vê aquela situação. Apenas dessa forma, é possível compreender onde podem estar os verdadeiros problemas ou as verdadeiras necessidades de alguma coisa. De olho nisso, muitos pesquisadores e empresas investem em pesquisas de campo durante esta fase do Design Thinking, apostando muitas vezes, até mesmo em entrevistas capazes de gerar pequenos insights para o projeto.

Análise

Com todos os dados em mãos, é hora de enviá-los para uma análise, em que eles serão resumidos e transformados em cartões que possam ser facilmente trabalhados pela equipe no futuro. É interessante construir nessa fase algum diagrama que ligue os problemas e os detalhes entre si, melhorando a visualização do todo.

Não se esqueça também de esclarecer o grau de insatisfação com cada um desses aspectos levantados. Isso será de suma importância na hora de começar a desenvolver o projeto.

Ideação

Depois de catalogado e analisado o problema (ou oportunidade) é hora de começar a criar as primeiras ideias. Quem trabalha com publicidade já pode estar um pouco acostumado com essa fase, também conhecida como brainstorm.

No brainstorm, os envolvidos no projeto devem juntar o maior número de ideias possíveis, para resolver aqueles problemas encontrados na imersão. Neste momento, vale qualquer ideia, desde as mais ousadas até as mais práticas!

Vale dizer que é muito importante que nenhuma seja criticada nesta fase do processo, afinal, até as soluções mais surreais podem ter alguma parte interessante para ser usada depois. Com todos os pensamentos em mãos, o próximo passo é separar aqueles que são os melhores e até mesmo mesclar uns com os outros, criando soluções completamente novas a partir daí.

Algumas equipes costumam usar quadros e post-its para criar um mural com todas as ideias e relacioná-las com o que foi encontrado nas pesquisas anteriores, gerando uma forma mais visual de entender o problema e as suas soluções. Desenhos e pequenos esboços também são bem-vindos.

Prototipação

Bom, agora você já tem uma solução na cabeça e um caminho para seguir. Então chegou a hora de botar a mão na massa e começar a produzir os primeiros protótipos daquele produto.

A vantagem de criar protótipos é que, com eles, você pode ver como a ideia funcionaria na prática, encontrando novos problemas para produzi-la e solucionando todos eles ao produzir novas versões daquele teste. Uma boa dica aqui é chamar mais pessoas de fora para testar o projeto e dizer o que estão achando dele.

Tudo isso deve ser anotado, corrigido/ aprimorado em novas versões do produto, em busca de encontrar a forma ideal de começar a fabricá-lo em definitivo. Logo, não deixe de fazer o máximo de testes possíveis antes de dizer que tudo está OK.

Desenvolvimento

Quem acha, ao chegar na esteira de produção, que o projeto chegou ao fim está ligeiramente enganado. Depois de começar a ser fabricado, seu produto também precisa ser vendido e é bom pensar, de antemão, em como colocar aquela ideia no mercado e em como vendê-la.

Quem melhor para ajudar a pensar no marketing daquele projeto do que alguém que esteve presente durante sua elaboração? Entenda como foi cada etapa de desenvolvimento dele, saiba por que foi criado, para quem e o que pode ter sido descoberto durante a elaboração.

Tudo isso pode ser usado como ferramenta de venda na hora de colocar um novo produto no mercado. Agora que você sabe o que é e como funciona a metodologia do Design Thinking, chegou a hora de entender como ela pode ser aplicada nas apresentações das empresas.

Como aplicar o Design Thinking nas apresentações das empresas?

Como vimos no tópico anterior, o ponto de partida do Design Thinking é entender como as outras pessoas percebem e se relacionam com seu produto ou serviço. Com isso em mente, nunca se esqueça que o foco da sua apresentação deve ser entregar algo que o seu espectador, de fato, esteja interessado em saber.

O primeiro passo para isso é chamá-lo para a conversa. Saiba de antemão qual será o seu público, os seus gostos e os seus hábitos.

Depois, crie situações que despertem a curiosidade e gere uma relação direta com essa audiência. Com todos os olhos voltados para a sua apresentação, é hora de mostrar o produto ou o serviço e explicar como ele pode ser útil para aquelas pessoas.

Vá direto ao ponto, seja simples e leve! Não perca a atenção dos espectadores.

Se você achar que algo está passando um pouco demais do ponto, tire antes mesmo de finalizar seu material. Crie histórias que possam mostrar para aquelas pessoas por que seu produto pode ser tão importante na vida delas.

Nunca se esqueça que o design, puro e simples, é mais do que algo bonitinho. O design é forma e função e, portanto, ao pensar dessa forma, sua apresentação deve seguir o mesmo caminho: ser bem-feita e útil para quem for assisti-la.

Buscando compreender a forma como as pessoas interagem com alguma coisa, o Design Thiking é mais do que uma metodologia de trabalho. Ele é também uma excelente maneira de se trabalhar com toda a cadeia que gira em torno de um produto ou de um serviço, trazendo uma visão macro para os negócios!

Dessa forma, você pode criar um tipo de comunicação e de engajamento mais humano, focado no bem-estar do cliente e, de quebra, gerando uma grande e interessante identificação do cliente com a marca — anto dentro quanto fora da empresa. No final das contas, quem não quer isso?

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