Roteiro de apresentação: o que os diretores do cinema podem te ensinar

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Roteiro de apresentação: o que os diretores do cinema podem te ensinar

Smartalk
Escrito por Smartalk em 1 de abril de 2016
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O poder do storytelling é reconhecido e usado não apenas por diretores de cinema, mas por pessoas e empresas das mais diversas áreas.

Mas por que contar uma história é uma maneira muito mais eficaz de encantar ouvintes do que um simples discurso direto? Simples: porque as narrativas fazem o espectador se sentir parte do que está sendo dito.

E é nesse contexto que entra a 7ª arte. Quem nunca ficou intrigado ou admirado com uma boa trama nas telonas? Um filme é, na verdade, muito mais do que uma simples forma de entretenimento, ele é uma expressão narrativa e uma boa ferramenta para comunicar grandes ideias.

Por isso, são várias as lições que podemos tirar do trabalho dos diretores mais renomados. Neste post, você vai conhecer os ensinamentos de três grandes diretores de cinema, que podem te ajudar na criação de um roteiro de apresentação digno de um Oscar. 

O poder dos bons discursos

Os grandes discursos da história têm uma característica em comum: a revelação de uma possibilidade. Sim, poucas coisas prendem mais a atenção um ouvinte do que a apresentação de uma nova realidade repleta de possibilidades.

O especialista em apresentações Nancy Duarte comparou o discurso “Eu tenho um sonho” — quando, em 1963, Martin Luther King discursou para cerca de 250 mil pessoas sobre seu sonho de ver uma sociedade em que todos seriam iguais sem distinção de cor e raça — com a apresentação do iPhone, feita em 2007 por Steve Jobs.

Ambas as histórias despertaram emoção da audiência, com um contraste entre “o que é” e “o que poderia ser.” 

As lições de 3 grandes diretores de cinema

1- George Lucas e o engajamento

George Lucas é conhecido pela direção de grandes filmes, como Indiana Jones e o Templo da Perdição. E, apesar de essa série render assunto para teses de doutorado, resumiremos as inspirações de Lucas.

Como dissemos anteriormente, a conjectura de que tudo é possível provoca uma experiência emocional poderosa, e as grandes histórias inspiram porque criam uma conexão com o interlocutor. Portanto, a sua marca e o seu discurso deve ser provocativo e convidativo — assim como a mais famosa obra de George Lucas, Star Wars.

A trama está repleta de passagens impactantes e de lições que muitos fãs levam para a vida. A paciência, a resiliência e a coragem são os eixos centrais do enredo, e elas conquistam multidões exatamente porque tecem, de maneira brilhante, uma história repleta de ensinamentos que são para qualquer um — e não apenas para Anakin Skywalker, para Luke ou qualquer outro personagem.

Você também deve convencer quem te assiste que ele pode ser um super-herói — ou melhor, um jedi! George Lucas vai além do status quo e apresenta possibilidades felizes, que levam o espectador a colocar as lições aprendidas por aqueles personagens em sua própria vida.

Nas palavras de Nancy Duarte, “atrás de todo herói há um mentor. Seja o Yoda para o Luke Skywalker de cada um na sua plateia”.

2- Alfred Hitcock e o mistério

Considerado o mestre dos suspense entre os diretores de cinema, Hitchcock se imortalizou por meio das suas obras e é referência constante devido a títulos como Psicose e Os Pássaros. E há uma única palavra em todo o seu trabalho muito importante para a criação de um bom roteiro de apresentação: mistério.

Um discurso que mantém a curiosidade de uma plateia aguçada invoca uma conexão incrível entre quem escuta e o que é dito. O mistério estimula a imaginação e deixa o espectador ansioso para saber mais, para descobrir como será o desenrolar do enredo.

Deixando algumas questões no ar durante a narração de uma história, você fomenta a interação com o público e cria uma boa relação com a audiência. Sendo assim, provoque e convide o seu ouvinte a pensar junto com você. Reserve uma frase impactante para o final e prepare uma conclusão inesperada para garantir um grand finale!

3- Andrew Stanton e a teoria unificadora

Além de estar entre os principais diretores de cinema, Andrew Stanton também é conhecido como o roteirista que cativou o mundo com animações fantásticas como Toy Story, Procurando Nemo e WALL·E. Em uma excepcional palestra no TED, ele começa a sua apresentação com uma breve história:

Um turista está fazendo um mochilão pelas montanhas escocesas, para num bar para beber um drinque, e as únicas pessoas que estão lá são o bartender e um velho senhor, com uma cerveja. Ele pede uma cerveja e eles ficam sentados em silêncio por um tempo. De repente, o senhor se vira para ele e pergunta:

— Está vendo esse bar? Eu construí com minhas próprias mãos usando a melhor madeira da região. Dei mais amor e cuidado a esse lugar do que a meu próprio filho. Mas eles me chamam de “McGregor, o construtor de bares”? Não!

Ele aponta para a janela e continua:

— Você vê a parede de pedra lá fora? Eu construí esse muro de pedras com minhas próprias mãos. Encontrei sozinho cada pedra e coloquei uma sobre a outra, enfrentando dias de chuva e de frio. Mas eles me chamam de “McGregor, o construtor de muros”? Não!

Ele aponta para o outro lado e diz:

— Você vê o cais lá fora? Eu construí aquele cais com minhas próprias mãos. Carreguei cada estaca de madeira, mesmo com a maré cheia. Mas alguém me chama de “McGregor, o construtor de cais”? Não. Mas aí você se mete com uma única cabra…

A plateia cai na gargalhada, e Stanton leciona com maestria que contar histórias é como contar piadas.

É preciso:

  • conhecer frases de efeito;

  • saber que tudo que você está dizendo, do inicio ao fim, levam a um único objetivo;

  • ter uma conclusão;

  • e, de preferência, confirmar alguma verdade que aprofunda nosso entendimento sobre quem somos como seres humanos.

Stanton também fala sobre a uso do engajamento e do mistério, porém como uma aliança. Ele defende o casamento entre esses 2 elementos — a chamada teoria unificadora — de modo que as surpresas na história não deixam o público ficar entediado. Veja mais sobre como conseguir melhores resultados com sua apresentação! 

E então, o que achou deste? Ficou inspirado para criar um belo roteiro de apresentação? 

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